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MensagemEnviado: segunda fev 13, 2006 12:18 pm 
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Reconversão dos Puma custa 25 milhões de euros
fogos florestais Grupo de trabalho constituído para analisar futuro da frota conclui que aluguer de longa duração pode sair mais barato Manutenção anual ascende a 6,5 milhões

Carlos Varela e Inês Cardoso


Areconversão dos dez helicópteros Puma da Força Aérea Portuguesa (FAP) para o combate a fogos florestais custará ao Estado mais de 25 milhões de euros, um valor que está a ser levado em linha de conta pelo Ministério da Administração Interna (MAI), que ainda não decidiu se vai ser esse o destino das aeronaves ou se, pelo contrário, mantém o sistema de aluguer.

Tendo em conta os custos elevados, foi criado um grupo de trabalho envolvendo elementos do MAI e da Força Aérea. As conclusões do relatório, entregue em Janeiro mas ainda em estudo pela tutela, deixam cada vez mais afastado o cenário de reconversão dos Puma.

Segundo apurou o JN, são traçados vários cenários de custos a 15 anos, mas apenas num é mais vantajosa a manutenção da frota relativamente à opção de aluguer plurianual de helicópteros (incluindo os serviços de operação e manutenção) a privados.

No outro lado da balança, em contraponto aos custos elevados, estão vantagens de autonomia. Isto porque a opção de juntar os Puma aos dez helicópteros (seis médios e quatro ligeiros) cuja aquisição, pelo MAI, já está em curso permitiria ultrapassar a dependência do Estado face a privados.

Fecho de concursos

A decisão final está, em qualquer caso, para breve. Ainda esta semana, na quarta e sexta-feira, fecham duas fases de entrega de propostas para aluguer de helicópteros. A expectativa do Governo, tendo em conta que os concursos foram lançados com mais antecedência que nos últimos anos, é que surjam mais empresas concorrentes e os preços praticados baixem. "Tudo está dependente dessa abertura de propostas, para que possa haver uma decisão final", explica fonte do MAI.

Em Junho do ano passado, em entrevista ao JN e Antena 1, o ministro da Administração Interna, António Costa, tinha dado como certa a opção pelos Puma, reafirmada durante a fase mais quente do período de incêndios, quando se viu a braços com a falta de meios aéreos. A certeza, contudo, foi dando lugar a dúvidas levantadas pela comissão especial para o estudo dos meios aéreos de combate aos incêndios, constituída no final do Verão, que já nessa altura dedicou parte da análise ao futuro da frota dos Puma.

É que, além do investimento inicial de 25 milhões de euros para reconversão, a manutenção da frota está calculada anualmente em 6,5 milhões - 3,5 para os chamados consumíveis e mais três milhões para as manutenções programadas.

A possibilidade destes valores baixarem é reduzida, por um lado porque a manutenção tem custos fixos, por outro porque a Força Aérea está a abater os Puma na medida em que recebe os EH-101. Ou seja, o planeamento da FAP está a voar nos Puma até esgotar as horas de voo e o stock de sobressalentes, parando as aeronaves no solo próximo do momento em que normalmente iriam para as grandes reparações, reduzindo assim os gastos do ramo.

Uma vez que, ao longo dos anos e dos vários governos, nada foi acordado entre os ministérios da Defesa e da Administração Interna, dois dos helicópteros já foram abatidos. Segue-se um terceiro, em serviço em Porto Santo, até ao fim do mês de Fevereiro, e as quatro aeronaves colocadas nos Açores têm igual destino no Verão.

As restantes três aeronaves serão também abatidas durante o segundo semestre, substituídas pelos EH-101, e o mesmo vai acontecer com as tripulações, que gradualmente estão a deixar de voar nos Puma transitando para os EH-101, perdendo as qualificações nos velhos helicópteros. Aliás, a questão da tripulação é outra dificuldade que se levanta no caso de uso pela Protecção Civil (ver caixa de cenários para a operação).

Helitransporte para levar meios de intervenção rápida

A principal missão dos helicópteros Puma seria não o transporte de "baldes" com água, mas antes o helitransporte de equipas de primeira intervenção, num conceito que foi ganhando força em 2005 e que este ano é uma aposta ainda mais estratégica. É que às já existentes brigadas helitransportadas, compostas por bombeiros, juntam-se este ano as equipas da GNR enquadradas no GIPS (Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro), a que o ministro António Costa deu corpo este ano.

A unidade já começou a fazer treinos, a nível de oficiais, e foi apresentada oficialmente ao ministro da Administração Interna numa recente ida à Lousã. O GIPS vai dispor este ano de 315 homens, organizados em três companhias, em particular com base no efectivo do Regimento de Infantaria da GNR, embora nos anos subsequentes possa crescer até aos 500, com várias missões no âmbito da Protecção Civil.

O GIPS vai operar nos distritos de Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro, distritos que foram escolhidos por serem de particular risco de incêndio e não disporem de brigadas helitransportadas. Numa lógica de complementaridade, os 84 elementos destas equipas irão manter-se instaladas nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Santarém.


In: www.jn.pt

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Alberto Oliveira
Sócio Nº 110
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